terça-feira, 15 de julho de 2014
o saci e a fada
Olha aqui seu moço, Vou contar para voce Uma historia ocorrida , Neste finzinho de ano.... Foi logo depois do Natal, então eu não sei dizer se o ocorrido foi magia de Natal ou outra coisa qualquer, mas eu lhe digo que devera aconteceu! O fato se deu, lá pelas bandas do antigo Buquira Cidade conhecida como Monteiro Lobato, nome dado em homenagem ,a um homem do local ,que gostava de historias, escritor muito famoso, de coisa fantasiosas, e realidade tambem . Lugar pelo que sei, que é terra de mitologia, de muito aparecimento misterioso e caso assombroso também. O Saci vocês conhecem, já ouviram comentar ? É um negrinho travesso que usa barrete vermelho e tem uma perna só. Adora fumo de rolo que usa num grande cachimbo e gosta de assustar pessoas e bichos também. Chega no rodopio de vento, só que quase ninguém vê. Some com as coisas da gente, e a gente nunca mais vê. Chega de noite assustando a bicharada, é um horror que ele provoca, é cachorro que uiva, galinha que cacareja, pássaros que fogem do ninho, adultos que arregalam os olhos, crianças que correm para perto dos pais, e todos ficam com medo, morrendo de paura, de uma coisa que a gente por mais que procure e até cace , não consegue ver... Já houve quem disse ter prendido ele numa garrafa, eu de fato nunca vi. Muitos dizem que já o viram, mas de vero mesmo sei só o que me contaram, é que mora pelas bandas de Lobato e que gosta de azucrinar um certo Sr. Fazendeiro,muito querido no lugar, criador de peixes e de nome C. O Seu C. do R. Ele é casado com D.S. P., que é morena sestrosa , trabalhadora como ninguém e faz quitutes gostosos pra todos que ali vem. Eles juram de pés juntos e mãos postas ao céu, que o Saci vive mesmo é la nas bandas do sitio deles . Dá de mexer com tudo que é bicho e desaparecer com o que lhe convem.... Nisto que te conto você pode acreditar pois no sítio do Seu C. da de aparecer tudo quanto é bicho, real ou fantasioso. Outro dia inté, em pleno século XXI, século da tecnologia e Internet, num é que deu de aparecer uma onça pintada que deu um trabalhão enorme pra ser capturada? Tiveram que chama, gente especializada , que a bicha era manhosa e ela ninguem pegava. Pois hoje em dia é difícil achar homem que consiga pegar um bicho desses, nem mesmo com a zagaia. Pois como to te contando, não é que dia desses , tava o Seu C. e D. S. no sitio deles , quando liga pra eles no telefone o irmão do seu C, de nome Afonso. Seu Afonso liga dizendo que queria visitar o irmão, e queria pescar também. Perguntou para o irmão, se tinha um rango do bom , já que ninguém resiste a um franguinho do sitio feito pelas mãos caprichosas da D. S. O seu Afonso mora na cidade grande pertim de Lobato, cidade que era pequena e cresceu mais que fermento dos bons em pouco tempo. Ele é engenheiro agrônomo e é homem respeitado na cidade pois faz perícia de terras para a justiça, é homem que analisa e testifica o valor das terras, é uma precisão de dar gosto a avaliação dele. Ele é casado com a D. Lucineide, mulher boa e prestimosa, que também trabalha muito e que gosta de prosear é filha de gente que veio lá das Gerais, gente de fazenda também. Como eu ia te dizendo o Seu Afonso queria ir no sitio e o Seu C ficou numa contentura só de saber que o irmão ia chegar. O Seu Afonso resolveu levar com ele um vizinho da cidade que de tão amigo quase já virou parente: o Dotor Sergio. Esse Dotor Sérgio medico famoso e conhecido na cidade, ajuda e ajudou a por neste mundo de meu Deus muita criança que já é gente grande hoje em dia. O Dotor Sérgio é casado com uma dona gente boa, meio estranja, filha de italianos que vieram pro Brasil há um bom tempo atras, de nome Doris que dizem ser nome grego e que gosta muito de ouvir os causos que Seu C conta e também aprecia muito a cozinha da D S que faz bem de um tudo , comida mineira, paulista e um monte de outras mais que eu nem sei te relatar... Mas como ia te contando, o Seu Afonso e o Dotor Sergio , resolveram ir pescar lá no sitio R. e quando o convite foi confirmado os dois ficaram que era uma alegria só. No dia anterior ao ocorrido eles começaram a arrumar as traias que tinham de levar, e foi um tal de procurar vara de pescar, molinete, linha, anzóis, que o quartinho onde a D. Doris guarda esta traias ficou que era um fuçurdo só. Como não encontraram iscas pegaram de escondido, da D. Lucineide as cerejas importadas que ela tinha comprado para a Ceia do fim de Ano. Peixes cheios de milindrós esses do Rosará, queriam ser pescados com as cerejas importadas da D. Lucineide. Foi que, no dia de ir pru sitio aparece um solzão lindo, daqueles de dar água na boca de pescador, e lá foram os dois vizinhos animados entrando no carro do Dotor Sergio, quando ele resolve ir no carro da D.Doris, pois assim disse ele : - Veja só se vou por vara , anzol e voltar com um montão de peixe num carro com banco de couro legitimo ? de jeito nenhum ! E foi então que pegaram o carro da D. Doris que é carro simplim. Mas seu moço, eu tenho de lhe explicar que o carro da D. Doris num é um carro comum, desses que qualquer um pode pegar e sair andando por ai, não.... A D. Dóris, talvez por ser meio estranja, tem umas coisas esquisitas, e gosta de coisas fantasiosas. Ela colocou no carro dela, na parte de traz uma figura, que é de uma fadinha muito faceira, de cabelo dourado preso num coque, com travessa de brilho, olhos grandes e azuis, cintura fina , asas delicadas como as de uma cigarra, cheia de estrelinhas e milindros... Não é carro para homem feito sair passeando por ai dentro dele , não !!!! Mas como não tinha banco de couro legitimo resolveram os dois ir no carro dela mesmo assim, e prometeram pra ela, de palavra dada e lavrada, uma bela lavagem no carro e um tanque cheio de gasolina na volta. Seu moço eu vô te conta, que de tudo o que aconteceu eu não sei os pormenor, mas sei que lá foram os dois. Era lá pelas 10 horas da manha e foram com todo o equipamento pra pescar. Sei que quando chegaram lá em Lobato tinha sol, mas de repente o tempo mudou e começou a cair um mundaréu de água naquele sitio .... Os vizinhos, pescadores frustados ficaram lá dentro da casa do Seu Carlinhos, bebendo, comendo, e ouvindo os causos . Foram aos dirredor conhecer a casa do Fio do Seu C, o seu Caco, que dizem ficou uma belezura, perto da mata e da cachoeira . Só sei que estacionaram o carro no sitio R, e ficaram lá dentro proseando e bebendo o dia inteiro, falaram muito de saci e nem perceberam o que lá fora acontecia...... O que aconteceu do lado de fora eu só posso imagina. Imagino que o Saci que tem sua morada por aquelas bandas, viu aquele carro chegando e não resistiu a tentação de chegar pertinho e ver quem tava invadindo aquelas terras dele ( sim pois o saci acha que tudo é terra dele ) e viu aquele carro prateado. De repente, eu acho, ele deve ter visto alguma coisa brilhante na parte de trás do carro e então ele pois mais reparo no brilho, e ..se encantou !!! Nunca tinha visto uma coisa tão linda e delicada assim ! E ficou ali admirando a figura colada no carro. Não percebeu que o tempo passou, fez tarde e fez se noite .... Neste dia os cachorros nem latiram, as galinhas nem cacarejaram ficou tudo meio que na paz de um dia de chuva, cada um na sua casinha, no seu poleiro, só o saci na chuva, e ninguém viu, ficou aí debaixo da chuva, perto do carro do Dotor Sergio admirando.... admirado e sonhava.... nem a ventania que passou fez que ele tivesse vontade de sair daí da frente do carro onde tinha aquela imagem....Se alguem tivesse visto ele teria parado dentro de uma garrafa, pena que o Seu C. não viu !! Já era noite fechada quando o Dotor Sergio e Seu Afonso, meio cambaleando de tão cansados que tavam , entraram no carro para volta pra cidade. Eles nem puseram reparo que o Saci tentou ir atras do carro deles pra seguir aquela imagem, mas Saci não consegue chegar na cidade, não tem lugar para ele lá... e no meio do caminho ele ficou, naquele ponto onde o campo acaba e a cidade começa..... e voltou pro R... Naquela noite no Sitio , não teve barulho no galinheiro, nem cachorro uivando, o Saci deve ter ficado eu nem sei onde ele mora, mas deve ter ficado no seu canto, sonhando com a fada de asas de cigarra... Diz o seu C e confirma a D. S que Saci ta apaixonado pela imagem que ele viu..... No fim dessa historia do Saci não contô nada, mas acho que foi culpa dele o fato engraçado que ocorreu na chegada dos dois v izinhos em casa. D.Lucineide e D. Doris, já estavam preocupadas com os maridos que tardavam e não chegavam, elas estavam preparadas com peixeira e tanque limpo para limpar a peixarada. Tavam cansadas coitadas , mas já estavam conformadas do serviço que chegava. Chegaram os dois buzinando anunciando a pescaria, D. Doris e Lucineide foram para fora receber os maridos que pelo anuncio que faziam traziam muita pescaria, os dois saíram do carro e com cara meia lambida e com voz meio enrolada, falaram que não pescaram,peixe nenhum eles tinham. D. Lucineide e D. Doris se entreolharam de soslaio e juntas no mesmo tempo soltaram com enorme felicidade uma imensa gargalhada pois trabalho não mais teriam de limpar a peixaria.... Me diga o Senhor seu Moço se o fato ocorrido, de dois pescadores peritos voltarem sem nem um peixinho, não é coisa de Saci que esta com a cabeça perdida por uma fadinha lindinha ? Dóris 2003
CUIDADO COM AS PALAVRAS
Nossas palavras devem ser como as flores que primeiro enfeitam a planta, quando caem enfeitam o chão, e ao ficarem velhas fertilizam o solo de onde nascerá nova planta que dará novas flores!
Doris (20/08/97)
OS OLHOS
Os olhos... sempe os olhos... a janela da alma... o nosso traidor ! o que a face tenta disfarçar os olhos revelam !
Dóris ( agosto 2009)
DO ATO DE ESCREVER
SE BEM QUE EU NÃO SEJA UMA ESCRITORA NATA MESMO ASSIM TEIMO EM ESCREVER ! "ADORO ESCREVER! VER A PALAVRA SE MATERIALIZAR NUM DESENHO QUE TRADUZ A NOSSA PERSONALIDADE. LETRAS REDONDAS, MEIGAS, AGRESSIVAS, CAPRICHADAS, CORRIDAS, DESLEIXADAS, VAGAROSAS, INFORMATIVAS, NARRATIVA, PARA A DIREITA, PARA O LADO ! as LETRAS SÃO LINDAS! SÃO SÍMBOLOS DO NOSSO INCONSCIENTE. É LINDO ESCREVER E PENSO AO ESCREVER, NA MARAVILHA QUE É, MEU PENSAMENTO SER TRANSFERIDO AO OUTRO SEM EU TER QUE EMITIR UM SOM. LETRAS! RABISCOS ! IDEOGRAMAS ! DORIS (21/06/2006)
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Edna e Leticia - Perdão
Como não ver a mão de Deus nestas coincidências que a vida reserva para certas pessoas.
O relato abaixo é breve !
Leticia nunca se conformou com algumas atitude de sua mãe. Não que a mãe fosse uma má pessoa, mas algumas atitudes dela tinham um certo grau de crueldade ou intolerância.
No passado, há questão de uns 40 anos, ainda havia o costume de famílias mais humildes, geralmente lavradores, “distribuírem” seus filhos para uma família com mais recursos financeiros que moravam mais perto da escola. Era a única forma de verem seus filhos estudando.
Com Edna aconteceu assim.
Tinha seus 8 anos quando seus pais a deixaram na casa dos pais de Leticia. O combinado era que Edna estudaria na escola e ajudaria no trabalho da casa até se formar e poder cuidar da sua vida.
Na casa onde Edna foi morar haviam várias crianças com idades muito próximas.
Pela manha todas iam juntas à escola.
Depois do almoço todas tinham suas tarefas na casa para cumprir. As filhas do casal ficavam com tarefas mais fáceis.
As meninas se davam bem, brincavam juntas, iam ao clube juntas.
Todas gostavam de Edna!
Todas se revoltavam com a mãe quando ela por algum motivo castigava Edna.
Quando D. Luisa queria castigar Edna por um serviço mal feito ela a proibia de estudar. Assim por diversas vezes Edna perdeu provas e era impedida de estudar ou ir a escola.
Com o passar do tempo todas cresceram e Edna se formou.
Assim que se formou; e esse era o combinado; Edna tratou de traçar um rumo para sua vida e saiu da casa de D. Luisa .
Voltou a morar com os pais.
D. Luisa não se conformou !
- Agora que ela esta formada e pode me ajudar de verdade ela vai embora?
Indignada, D. Luisa não deixou que Edna levasse nada que havia ganho durante os anos que morara com a familia.
Não permitiu que levasse nem as roupas que havia ganho e contava a todos a ingratidão de Edna.
Edna partiu e foi trabalhar em um firma. Infelizmente a vida para Edna não ficou mais fácil.
Apesar de ser uma moça formada e muito inteligente ela não conseguia colocação em um bom emprego.
Um dia, por acaso, Edna se reencontra com Leticia que nesta época trabalhava em um banco. O reencontro é carinhoso e as duas restabelecem os laços da infância e juventude.
Leticia, usando da relativa influencia que tinha, consegue uma chance para Edna tentar fazer um teste e ter a possibilidade de conseguir uma vaga em um banco.
Edna presta a prova e consegue a vaga.Com esse emprego ela começa a pagar sua faculdade.
Edna se forma e é Leticia que lhe compra o vestido de formatura.
Felicidade !
E mais uma vez, cada uma segue seu caminho...
Distanciam se ...
Leticia as vezes pensava em como estaria Edna; se ela havia perdoado a mãe por todo o mal que esta lhe causou, se havia se saído bem na vida...
Passam se anos até que depois de uns dias de sofrimento D. Luisa falece.
Na hora do enterro, no cemitério, as filhas de D. Luisa aguardam tristes e ansiosas a chegada do corpo da mãe para o velório que será realizado na única “câmera ardente” disponível no cemitério, pois o mesmo está em reforma.
O corpo de D. Luisa tem de aguardar a saída do corpo de um senhor que está sendo velado pela família e que já deveria ter saído para o enterro.
Leticia se dirige a administração e quer saber o motivo de tanta demora:
- estamos aguardando a filha do falecido chegar de Paris !
O enterro só irá sair depois que a filha chegar.
Depois de mais um tempo de espera um carro estaciona em frente ao velório e lá de dentro descem algumas senhoras.
Letícia observa a chegada do carro e o desembarque daquelas mulheres e eis que lhe parece reconhecer uma delas... Edna ?
Surpresa ela se direge a mulher e se certifica que é mesmo sua querida amiga. Sim é ela ! Se abraçam e se emocionam neste triste momento e Leticia lhe pergunta o que ela está fazendo no cemitério?
- Estou chegando da França !Meu pai faleceu ! Não deixei enterrarem meu pai sem eu estar presente !
Leticia chora e lhe conta que ela também está enterrando sua mãe, ou melhor aguarda o velório ser liberado para poder velar e enterrar a mãe.
Letícia pressente neste encontro uma mão divina... tantos anos pensando em Edna e agora neste momento a encontra... não pode deixar para fazer esta pergunta depois:
- Edna ! Eu sempre penso em você ! Em como minha mãe foi cruel com você ! A mão de Deus está aqui presente! Eu gostaria de perguntar para você se você a perdoa por tudo o que ela lhe fez! Perdão para que ela possa partir em paz !
Edna responde !
- Claro que perdoo ! Eu cresci ! E foi você quem me encaminhou na vida ! Foi você que me auxiliou quando eu mais precisava de ajuda ! Agora estou bem ! Há anos me casei com um engenheiro, moramos na França, temos filhos e trabalho com inclusão social. Se hoje estou bem devo muito a você !
Um grande e emociondo abraço selou a amizade das amigas que se reencontravam num momento de perda tão dolorida.
Edna enterrando o pai que no passado a deu para uma família criar e Leticia aguardando o enterro do pai de Edna para poder enterrar a mãe.
A mão de Deus... misericordiosa nesta hora, aliviando o coração aflito de uma amorosa filha que desejava ( e obtivera) o perdão para sua mãe descansar em paz.
Edna então aguardou a chegada do corpo de sua mãe com o coração em paz...
A mãe havia sido perdoada !
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