segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Janela Bordada

"Eu bordei minha janela,
para meu amor olhar,
mas veio um ladrão nela,
e tiveque gradear"

Ciganos na beira da estrada





De onde eles vem ? Ninguém sabe ao certo.

Uns dizem que vieram da Índia, outros que vieram da Caldeia. A história os aproxima dos povos semitas pois acreditam num só Deus, o criador.

 Na Europa só chegaram no século XIV  e logo em seguida vieram para o Brasil, perseguidos pela inquisição.
Envoltos em mistérios, você pode odiá-los ou ama- lós, mas estão por ai.

Alguns deles  moram em casas normais e você não os distingue dos outros povos.

A verdade é que eles são sempre uma atração: acampados na  beira da estrada.


Ai estão eles, com seus  acampamentos e suas lendas...

Ao vê-los me vem à mente os tachos de cobre, as historias de crianças roubadas, a sorte lida em troca de ouro, cartomantes e as danças...

Ah ! As danças ! Ao som de violinos  e uma linda mulher, de longos cabelos negros , saia rodada, colorida,  dançando em volta de uma fogueira... será que isso ainda existe ? Desconfio que hoje  tocam é  uma bela “viola” !







terça-feira, 15 de julho de 2014

o saci e a fada

Olha aqui seu moço, Vou contar para voce Uma historia ocorrida , Neste finzinho de ano.... Foi logo depois do Natal, então eu não sei dizer se o ocorrido foi magia de Natal ou outra coisa qualquer, mas eu lhe digo que devera aconteceu! O fato se deu, lá pelas bandas do antigo Buquira Cidade conhecida como Monteiro Lobato, nome dado em homenagem ,a um homem do local ,que gostava de historias, escritor muito famoso, de coisa fantasiosas, e realidade tambem . Lugar pelo que sei, que é terra de mitologia, de muito aparecimento misterioso e caso assombroso também. O Saci vocês conhecem, já ouviram comentar ? É um negrinho travesso que usa barrete vermelho e tem uma perna só. Adora fumo de rolo que usa num grande cachimbo e gosta de assustar pessoas e bichos também. Chega no rodopio de vento, só que quase ninguém vê. Some com as coisas da gente, e a gente nunca mais vê. Chega de noite assustando a bicharada, é um horror que ele provoca, é cachorro que uiva, galinha que cacareja, pássaros que fogem do ninho, adultos que arregalam os olhos, crianças que correm para perto dos pais, e todos ficam com medo, morrendo de paura, de uma coisa que a gente por mais que procure e até cace , não consegue ver... Já houve quem disse ter prendido ele numa garrafa, eu de fato nunca vi. Muitos dizem que já o viram, mas de vero mesmo sei só o que me contaram, é que mora pelas bandas de Lobato e que gosta de azucrinar um certo Sr. Fazendeiro,muito querido no lugar, criador de peixes e de nome C. O Seu C. do R. Ele é casado com D.S. P., que é morena sestrosa , trabalhadora como ninguém e faz quitutes gostosos pra todos que ali vem. Eles juram de pés juntos e mãos postas ao céu, que o Saci vive mesmo é la nas bandas do sitio deles . Dá de mexer com tudo que é bicho e desaparecer com o que lhe convem.... Nisto que te conto você pode acreditar pois no sítio do Seu C. da de aparecer tudo quanto é bicho, real ou fantasioso. Outro dia inté, em pleno século XXI, século da tecnologia e Internet, num é que deu de aparecer uma onça pintada que deu um trabalhão enorme pra ser capturada? Tiveram que chama, gente especializada , que a bicha era manhosa e ela ninguem pegava. Pois hoje em dia é difícil achar homem que consiga pegar um bicho desses, nem mesmo com a zagaia. Pois como to te contando, não é que dia desses , tava o Seu C. e D. S. no sitio deles , quando liga pra eles no telefone o irmão do seu C, de nome Afonso. Seu Afonso liga dizendo que queria visitar o irmão, e queria pescar também. Perguntou para o irmão, se tinha um rango do bom , já que ninguém resiste a um franguinho do sitio feito pelas mãos caprichosas da D. S. O seu Afonso mora na cidade grande pertim de Lobato, cidade que era pequena e cresceu mais que fermento dos bons em pouco tempo. Ele é engenheiro agrônomo e é homem respeitado na cidade pois faz perícia de terras para a justiça, é homem que analisa e testifica o valor das terras, é uma precisão de dar gosto a avaliação dele. Ele é casado com a D. Lucineide, mulher boa e prestimosa, que também trabalha muito e que gosta de prosear é filha de gente que veio lá das Gerais, gente de fazenda também. Como eu ia te dizendo o Seu Afonso queria ir no sitio e o Seu C ficou numa contentura só de saber que o irmão ia chegar. O Seu Afonso resolveu levar com ele um vizinho da cidade que de tão amigo quase já virou parente: o Dotor Sergio. Esse Dotor Sérgio medico famoso e conhecido na cidade, ajuda e ajudou a por neste mundo de meu Deus muita criança que já é gente grande hoje em dia. O Dotor Sérgio é casado com uma dona gente boa, meio estranja, filha de italianos que vieram pro Brasil há um bom tempo atras, de nome Doris que dizem ser nome grego e que gosta muito de ouvir os causos que Seu C conta e também aprecia muito a cozinha da D S que faz bem de um tudo , comida mineira, paulista e um monte de outras mais que eu nem sei te relatar... Mas como ia te contando, o Seu Afonso e o Dotor Sergio , resolveram ir pescar lá no sitio R. e quando o convite foi confirmado os dois ficaram que era uma alegria só. No dia anterior ao ocorrido eles começaram a arrumar as traias que tinham de levar, e foi um tal de procurar vara de pescar, molinete, linha, anzóis, que o quartinho onde a D. Doris guarda esta traias ficou que era um fuçurdo só. Como não encontraram iscas pegaram de escondido, da D. Lucineide as cerejas importadas que ela tinha comprado para a Ceia do fim de Ano. Peixes cheios de milindrós esses do Rosará, queriam ser pescados com as cerejas importadas da D. Lucineide. Foi que, no dia de ir pru sitio aparece um solzão lindo, daqueles de dar água na boca de pescador, e lá foram os dois vizinhos animados entrando no carro do Dotor Sergio, quando ele resolve ir no carro da D.Doris, pois assim disse ele : - Veja só se vou por vara , anzol e voltar com um montão de peixe num carro com banco de couro legitimo ? de jeito nenhum ! E foi então que pegaram o carro da D. Doris que é carro simplim. Mas seu moço, eu tenho de lhe explicar que o carro da D. Doris num é um carro comum, desses que qualquer um pode pegar e sair andando por ai, não.... A D. Dóris, talvez por ser meio estranja, tem umas coisas esquisitas, e gosta de coisas fantasiosas. Ela colocou no carro dela, na parte de traz uma figura, que é de uma fadinha muito faceira, de cabelo dourado preso num coque, com travessa de brilho, olhos grandes e azuis, cintura fina , asas delicadas como as de uma cigarra, cheia de estrelinhas e milindros... Não é carro para homem feito sair passeando por ai dentro dele , não !!!! Mas como não tinha banco de couro legitimo resolveram os dois ir no carro dela mesmo assim, e prometeram pra ela, de palavra dada e lavrada, uma bela lavagem no carro e um tanque cheio de gasolina na volta. Seu moço eu vô te conta, que de tudo o que aconteceu eu não sei os pormenor, mas sei que lá foram os dois. Era lá pelas 10 horas da manha e foram com todo o equipamento pra pescar. Sei que quando chegaram lá em Lobato tinha sol, mas de repente o tempo mudou e começou a cair um mundaréu de água naquele sitio .... Os vizinhos, pescadores frustados ficaram lá dentro da casa do Seu Carlinhos, bebendo, comendo, e ouvindo os causos . Foram aos dirredor conhecer a casa do Fio do Seu C, o seu Caco, que dizem ficou uma belezura, perto da mata e da cachoeira . Só sei que estacionaram o carro no sitio R, e ficaram lá dentro proseando e bebendo o dia inteiro, falaram muito de saci e nem perceberam o que lá fora acontecia...... O que aconteceu do lado de fora eu só posso imagina. Imagino que o Saci que tem sua morada por aquelas bandas, viu aquele carro chegando e não resistiu a tentação de chegar pertinho e ver quem tava invadindo aquelas terras dele ( sim pois o saci acha que tudo é terra dele ) e viu aquele carro prateado. De repente, eu acho, ele deve ter visto alguma coisa brilhante na parte de trás do carro e então ele pois mais reparo no brilho, e ..se encantou !!! Nunca tinha visto uma coisa tão linda e delicada assim ! E ficou ali admirando a figura colada no carro. Não percebeu que o tempo passou, fez tarde e fez se noite .... Neste dia os cachorros nem latiram, as galinhas nem cacarejaram ficou tudo meio que na paz de um dia de chuva, cada um na sua casinha, no seu poleiro, só o saci na chuva, e ninguém viu, ficou aí debaixo da chuva, perto do carro do Dotor Sergio admirando.... admirado e sonhava.... nem a ventania que passou fez que ele tivesse vontade de sair daí da frente do carro onde tinha aquela imagem....Se alguem tivesse visto ele teria parado dentro de uma garrafa, pena que o Seu C. não viu !! Já era noite fechada quando o Dotor Sergio e Seu Afonso, meio cambaleando de tão cansados que tavam , entraram no carro para volta pra cidade. Eles nem puseram reparo que o Saci tentou ir atras do carro deles pra seguir aquela imagem, mas Saci não consegue chegar na cidade, não tem lugar para ele lá... e no meio do caminho ele ficou, naquele ponto onde o campo acaba e a cidade começa..... e voltou pro R... Naquela noite no Sitio , não teve barulho no galinheiro, nem cachorro uivando, o Saci deve ter ficado eu nem sei onde ele mora, mas deve ter ficado no seu canto, sonhando com a fada de asas de cigarra... Diz o seu C e confirma a D. S que Saci ta apaixonado pela imagem que ele viu..... No fim dessa historia do Saci não contô nada, mas acho que foi culpa dele o fato engraçado que ocorreu na chegada dos dois v izinhos em casa. D.Lucineide e D. Doris, já estavam preocupadas com os maridos que tardavam e não chegavam, elas estavam preparadas com peixeira e tanque limpo para limpar a peixarada. Tavam cansadas coitadas , mas já estavam conformadas do serviço que chegava. Chegaram os dois buzinando anunciando a pescaria, D. Doris e Lucineide foram para fora receber os maridos que pelo anuncio que faziam traziam muita pescaria, os dois saíram do carro e com cara meia lambida e com voz meio enrolada, falaram que não pescaram,peixe nenhum eles tinham. D. Lucineide e D. Doris se entreolharam de soslaio e juntas no mesmo tempo soltaram com enorme felicidade uma imensa gargalhada pois trabalho não mais teriam de limpar a peixaria.... Me diga o Senhor seu Moço se o fato ocorrido, de dois pescadores peritos voltarem sem nem um peixinho, não é coisa de Saci que esta com a cabeça perdida por uma fadinha lindinha ? Dóris 2003

CUIDADO COM AS PALAVRAS

Nossas palavras devem ser como as flores que primeiro enfeitam a planta, quando caem enfeitam o chão, e ao ficarem velhas fertilizam o solo de onde nascerá nova planta que dará novas flores!

Doris (20/08/97)

OS OLHOS

Os olhos... sempe os olhos... a janela da alma... o nosso traidor ! o que a face tenta disfarçar os olhos revelam !
Dóris ( agosto 2009)

DO ATO DE ESCREVER

SE BEM QUE EU NÃO SEJA UMA ESCRITORA NATA MESMO ASSIM TEIMO EM ESCREVER ! "ADORO ESCREVER! VER A PALAVRA SE MATERIALIZAR NUM DESENHO QUE TRADUZ A NOSSA PERSONALIDADE. LETRAS REDONDAS, MEIGAS, AGRESSIVAS, CAPRICHADAS, CORRIDAS, DESLEIXADAS, VAGAROSAS, INFORMATIVAS, NARRATIVA, PARA A DIREITA, PARA O LADO ! as LETRAS SÃO LINDAS! SÃO SÍMBOLOS DO NOSSO INCONSCIENTE. É LINDO ESCREVER E PENSO AO ESCREVER, NA MARAVILHA QUE É, MEU PENSAMENTO SER TRANSFERIDO AO OUTRO SEM EU TER QUE EMITIR UM SOM. LETRAS! RABISCOS ! IDEOGRAMAS ! DORIS (21/06/2006)

Lua de Cobre


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Edna e Leticia - Perdão

Como não ver a mão de Deus nestas coincidências que a vida reserva para certas pessoas.
O relato abaixo é breve !

Leticia nunca se conformou com algumas atitude de sua mãe. Não que a mãe fosse uma má pessoa, mas algumas atitudes dela tinham um certo grau de crueldade ou intolerância.

No passado, há questão de uns 40 anos, ainda havia o costume de famílias mais humildes, geralmente lavradores, “distribuírem” seus filhos para uma família com mais recursos financeiros  que moravam mais perto da escola. Era a única forma de verem seus filhos estudando.

Com Edna aconteceu assim.

Tinha seus 8 anos quando seus pais a deixaram na casa dos pais de Leticia. O combinado era que Edna estudaria na escola e ajudaria no trabalho da casa até se formar e poder cuidar da sua vida.

Na casa onde Edna foi morar haviam várias crianças com idades muito próximas.

Pela manha todas iam juntas à escola.

Depois do almoço todas tinham suas tarefas na casa para cumprir. As filhas do casal ficavam com tarefas mais fáceis.
As meninas se davam bem, brincavam juntas, iam ao clube juntas.
Todas gostavam de Edna!
Todas se revoltavam com a mãe quando ela por algum motivo castigava Edna.

Quando  D. Luisa queria  castigar Edna por um serviço mal feito ela a proibia de estudar. Assim por diversas vezes Edna perdeu provas e era impedida de estudar ou ir a escola.

Com o passar do tempo todas cresceram e Edna se formou.

Assim que se formou; e esse era o combinado;  Edna tratou de traçar um rumo para sua vida e saiu da casa de D. Luisa .
Voltou a morar com os pais.

D. Luisa não se conformou !

- Agora que ela esta formada e pode me ajudar de verdade ela vai embora?
Indignada, D. Luisa não deixou que Edna levasse nada que havia ganho durante os anos que morara com a familia.
Não permitiu que levasse nem as roupas que havia ganho e contava a todos a ingratidão de Edna.

Edna partiu e foi trabalhar em um firma. Infelizmente a vida para Edna não ficou mais fácil.

Apesar de ser uma moça formada e muito inteligente ela não conseguia colocação em um bom emprego.

Um dia, por acaso, Edna se reencontra com Leticia que nesta época trabalhava em um banco. O reencontro  é carinhoso e as duas restabelecem os laços da infância e juventude.

Leticia, usando da relativa influencia que tinha,  consegue uma chance para Edna tentar fazer um teste e ter a possibilidade de  conseguir uma vaga em um banco.

Edna presta a prova e consegue a vaga.Com esse emprego ela começa a pagar sua faculdade.

Edna se forma e é Leticia que lhe compra o  vestido de formatura.

Felicidade !

E  mais uma vez,  cada uma segue seu caminho...

Distanciam se ...

Leticia as vezes pensava em como estaria Edna; se ela havia perdoado a mãe por todo o mal que esta lhe causou, se havia se saído bem na vida...

Passam se anos até que depois de uns dias de sofrimento D. Luisa falece.

Na hora do enterro, no cemitério,  as filhas de D. Luisa aguardam tristes e ansiosas a chegada do corpo da mãe para o velório que será realizado na única “câmera ardente” disponível no cemitério, pois o mesmo está em reforma.

O corpo de D. Luisa tem de aguardar a saída do corpo de um senhor que está sendo velado pela família e que já deveria ter saído para o enterro.

Leticia se dirige a administração e quer saber o motivo de tanta demora:

- estamos aguardando a filha do falecido chegar de Paris !
 O enterro só irá sair depois que a filha chegar.

Depois de mais um tempo de espera um carro estaciona em frente ao velório e lá de dentro descem algumas senhoras.

Letícia observa a chegada do carro e o desembarque daquelas mulheres e eis que lhe parece reconhecer uma delas... Edna ?

Surpresa ela se direge a mulher e se certifica que é mesmo sua querida amiga. Sim é ela ! Se abraçam e se emocionam neste triste momento  e Leticia lhe pergunta o que ela está fazendo no cemitério?

- Estou chegando da França !Meu pai faleceu !  Não deixei enterrarem meu pai sem eu estar presente !

Leticia chora e  lhe conta que ela também está enterrando sua mãe, ou melhor aguarda o velório ser liberado para poder velar e enterrar a mãe.

Letícia pressente neste encontro uma mão divina... tantos anos pensando em Edna e agora neste momento a encontra... não pode deixar para fazer esta pergunta depois:

- Edna ! Eu sempre penso em você ! Em como minha mãe foi cruel com você ! A mão de Deus está aqui presente! Eu gostaria de perguntar para você se você a perdoa por tudo o que ela lhe fez! Perdão para que ela possa partir em paz !

Edna responde !

- Claro que perdoo ! Eu cresci ! E foi você quem me encaminhou na vida ! Foi você que me auxiliou quando eu mais precisava de ajuda ! Agora estou bem ! Há anos me casei com  um engenheiro, moramos na França, temos filhos e trabalho com inclusão social. Se hoje estou bem devo muito a você !

Um grande e emociondo abraço selou a amizade das amigas que se reencontravam num momento de perda tão dolorida.

Edna enterrando o pai que no passado a deu para uma família criar e Leticia aguardando o enterro do pai de Edna para poder enterrar a mãe.

A mão de Deus... misericordiosa nesta hora, aliviando o coração aflito de uma amorosa filha que desejava ( e obtivera)  o perdão para sua mãe descansar em paz.

Edna então aguardou a chegada do corpo de sua mãe com o coração em paz...

 A mãe havia sido perdoada !



segunda-feira, 30 de junho de 2014

A FÁBULA DAS IDADES DO HOMEM

Quando Deus e criou o Burro ele decretou :
“Trabalharás incansavelmente de sol a sol, carregando fardo nos lombos. Comerás capim, não terás inteligência alguma e viverás 60 ANOS. SERÁS BURRO”
.O BURRO RESPONDEU:
 “Serei burro, mas viver 60 ANOS é muito, Senhor. Dá-me apenas 30 ANOS”.
 Deus lhe deu 30 ANOS.
DEUS CRIOU O CACHORRO E DISSE: 
“Vigiarás a casa do homem e serás seu melhor amigo. Comerás os ossos que ele te jogar, e viverás 20 ANOS. SERÁS CACHORRO”.
O CACHORRO RESPONDEU: 
-“Senhor, comerei ossos, mas viver 20 ANOS é muito. Dá-me 10 ANOS”.
 Deus lhe deu 10 ANOS.
.DEUS CRIOU O MACACO E DISSE: 
“Pularás de galho em galho, fazendo macaquices, serás divertido e viverás 20 ANOS. SERÁS MACACO”. O MACACO RESPONDEU: 
- “Senhor, farei macaquices engraçadas, mas viver 20 ANOS é muito. Dá-me apenas 10 ANOS”.
 Deus lhe deu 10 ANOS.
DEUS CRIOU O HOMEM E DISSE:
 “Serás o único ser racional sobre a face da Terra, usarás tua inteligência para te sobrepores aos demais animais e à Natureza. Dominarás o Mundo e viverás 30 ANOS”.
 O HOMEM RESPONDEU:
- “Senhor, serei o mais inteligente dos animais, mas viver 30 ANOS é muito pouco. Dá-me os 30 
ANOS que o BURRO rejeitou, os 10 ANOS que o CACHORRO não quis, e também 
os 10 ANOS que o MACACO dispensou”.
E ASSIM DEUS FEZ O HOMEM...
“Está bem... Viverás 30 ANOS como HOMEM. Casarás e passarás a viver 30 ANOS como BURRO, trabalhando para pagar as contas e carregando fardos. Serás aposentado pelo INSS, vivendo 10 ANOS como CACHORRO, vigiando a casa. E depois ficarás velho e viverás mais 10 ANOS como MACACO, pulando de casa em casa, de um filho para outro, e fazendo macaquices para divertir os NETOS...”.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

No meio do caminho tinha uma pedra...

Saiba que para os judeus uma pedra colocada sobre o tumulo é como se fosse uma oração...

Agora leia de novo esta poesia:
"No meio do caminho tinha uma pedra,
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra."

(Carlos Drumond de Andrade –
Em Alguma Poesia – Ed. Pindorama – 1930)

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Um Bilhete de amigas !

Como recordação guardo aqui com muito carinho um bilhete que ganhei há muitos anos atras de pessoas muitos especiais... 

D - Do lado, ao lado
O - Seu jeito de amiga
R - Rindo, brincando ensinando.
I - Isto tudo sempre
S - Será tua marca, querida !

De repente, tudo muda.
Agora tudo são flores.
Ess tua alegria tanta,
Nos contagia e nos encanta.

Aquilo que nos é mais "caro"
fica guardado, com muito carinho
em nossos vasos de "porcelana chinesa".

Tenha certeza, você esta lá !
Estará sempre, assim como tudo aquilo que aprendemos e soubemos captar dessa tua pessoa.
Olhe em volta e veja quantos olhos te sabem feliz, quantos braços te cabem desse teu tamanho tão grande.
Por tudo isso, o nosso mais terno abraço.
Todo nosso carinho.

EU - (*m)

“As vezes louca, as vezes sã,
Já fui gentil, já fui vilã.

Já fui por acaso, já fui por razão de ser,
Já fui tudo e nada, sou sem querer.

Mas se quero,  sou mais, sou além, sou capaz.
Se quero  sou adiante, sou a frente, sou avante.

Deixo rastro na passagem,
Se me segues ? Sou miragem !

Não me alcanças;
Não me alcanço!

Não me busque,, não me cerque;
Já tenho ao redor  meu próprio alicerce.

Sou livre e sou cativa.
Como pode ? Armadilhar...
Do destino ? Da vida ? Do amor ?

Se quem me espera e me liberta,
É a quem eu prendo e abandono.
Faço por que quero ?

Porque sou sem querer,
Nem sempre quero,
Nem sempre sei ser.

(*M – 07/05/2006)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

PHOTOGRAFAR


A fotografia tem o poder de perenizar o momento que nos escapa, revela o que enxergamos e o que não vemos. 

Gosto de fotos coloridas... algumas exceções para fotos P&B.


Fotos P&B são frias, sem vida, muito cruas...

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Vem! Vem! Vem! - Para o Pirô - Piraquara

Vem! Vem! Vem!

O Piraquara é só alegria,

Com o Pirô ele abre a folia.


Coloque sua fantasia,

Venha nesta magia!

Tem Nhá-Quara e o Chinês,



Tem boizinho e tem Saci !


Bonequeiro e o aprendiz!

Até o Fuleco vem!


E você não vem ?


Vem ! Vem ! Vem !




CHUVA - 02/2014

Que venha mansa e suave sobre os tubos de ferro ardentes.

Sobre o asfalto fervente,

Sobre a grama dura, pontiaguda e ressequida !

Sobre calçadas escaldantes , homens suados , cansados.

Junto com ela vem o medo!

Medo que venha em excesso, mas mesmo assim é bênção.

Veio na hora certa, quando o sol se retirava.

Veio mansa.

Rápida, quase fresca. 

Veio tão rápida . . .

Ficou tão pouco

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Li e Gostei !

" O tempo sagrado resignfica todo o tempo profano"


"Não foram os deuses que desapareceram, nós é que deixamos de procura-los"

HERCULES E OS DOZE TRABALHOS DA ALMA

"O que poucos sabem é que esta narrativa esconde preceitos morais para a educação da personalidade humana, sendo tambem conhecida como ...