Em tempo de Internet é com certeza uma forma de rebeldia escrever no
papel!
Me refiro ao ato solitário de estar de frente a uma folha de papel com
um lápis ou caneta nas mãos e nele depositar seus pensamentos sem que você tenha
a intenção de compartilhar o que escreve com muitas pessoas ou mesmo manter um
segredo.
Atualmente só desta maneira existe a possibilidade de algo ser mantido
em segredo e não ser vigiado, rastreado ou perseguido.
O Interessante é que esse temor que atualmente temos de sermos “vigiados”,
monitorados, pode aumentar com pequenos fatos que acontecem no nosso dia a dia
e acabam se transformando num sentimento neurótico, persecutório.
Um exemplo foi o que acabou de acontecer comigo enquanto escrevia esse
post.
Comecei a escrever este texto e a intenção era somente colocar as duas
ou três primeiras frases do paragrafo acima, mas enquanto eu as escrevia (no
computador) o teclado simplesmente parou de obedecer aos meus comandos e tive
certa dificuldade de faze lo voltar ao normal novamente. Pensei... Que raios de
defeito deu nesse teclado agora? Porque?
E já me veio a desconfiança de estar sendo “revolucionaria” e que “alguém”
em algum lugar estava dificultando minha tentativa de escrever.
NEURA! Que horror!
E por segundos tive à mesma sensação que senti nos anos 70 quando fazia
faculdade e sabía que não devia expor meus pensamentos divergentes, pois provavelmente
havia alguém por perto que faria um relatório sobre o assunto. A diferença é
que naquele tempo sabía ou imaginava de onde partia esta “vigilância”. Com
certeza era alguém presente na sala de aula. Hoje em dia isso não mais acontece
dessa forma. Pode ser qualquer pessoa no
mundo, presente ou não na sala de aula. Um celular de um amigo pode ter sido invadido
para te rastrear, te ouvir, te fotografar e não sabemos e nem temos ideia de
onde vem essa vigilância, pois o seu “perseguidor” pode estar do outro lado do
planeta e nem entender seu idioma.
É uma coisa “ambígua”, pois cada um de nós é nada nesta vasta população
sobre a terra. Somos insignificantes, mas ao mesmo tempo estamos todos, sem
exceção, sendo vigiados pelo “BigBrother”, seja ele quem for e onde estiver.
Portanto um conselho... Quer ser
revolucionário? Rebelde? Volte ao antigo papel e caneta. Fale baixo. Desligue o
celular.
(Psiu: Você consegue desligar o celular? – Eu não! RS RS).

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